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id da página: 9431 Descida da Alma

Descida da Alma

Estas tres cualificaciones sitúan y constituyen la trilogía del drama del alma. Tenemos primero el alma inferior, extravagante, nafs ammâra (12, 53), literalmente el alma imperativa, «la que rige» el mal, el yo inferior, pasional y sensual. Esta luego el alma censora: nafs lawwâma (75, 2), «la que censura» o critica: es propiamente la conciencia, y está homologada con el intelecto (‘aql) de los filósofos. Y por último el «alma pacificada», nafs motma’yanna (89, 27); ésta es, en el sentido verdadero, el corazón (qalb); a ella se dirige la prescripción coránica: «Oh alma pacificada, vuelve a tu Señor, satisfecha y aceptada». Veremos anunciarse este retorno, que es la reunión de los dos resplandores, en una de las visiones más significativas de Najm Kobrâ.

El alma inferior, extravagante, es el yo del común de los hombres, tal como es mientras los efectos del combate espiritual no se dejen sentir. Cuando el efecto de la oración continua, el dhikr, penetra en el alma, se produce algo semejante al destello de una lámpara en una morada sumida en las tinieblas. Entonces el alma accede al grado de «alma censora»; se da cuenta de que la morada está atestada de inmundicias y bestias feroces; se dedica a expulsarlas para que la morada quede en condiciones de recibir en su calidad de soberana la luz del dhikr, esta recepción preludiará la aparición del alma pacificada (§ 54).

  • Plotino
    • ”A descida da alma nos corpos”, tal é o título que Porfírio pôs no Tratado 6 (Enéadas IV,8). Plotino fala de sua experiência espiritual, do êxtase e da saída do êxtase. Depois de haver evocado as expressões empregadas por Heráclito, Empédocles e Pitágoras, que julga pouco claras, retorna ao divino Platão onde espera encontrar um pouco mais de clareza. Por um lado Platão desvaloriza o mundo sensível e a união da alma ao corpo, representando a alma como aprisionada, enterrada, em uma prisão, uma caverna, que é este universo sensível (Fédon 67d1, 62 b2-5; República 514 a5). A descida da alma até o mundo é a perda das asas, e ciclos reenviam constantemente aqui em baixo a alma que tenta ascender (Fedro 246 c2; 247 d4-5). Mas o Timeu soa outra coisa: o mundo aí é o objeto de louvores e é dito um deus bem-aventurado: a alma lhe é enviada pelo bom demiurgo para tornar este universo inteligente, o que não pode ser sem a alma (Timeu 34 b8, 29 a3; 30 b8; 30 b3). É assim que para torná-lo perfeito recebe a Alma do Mundo e as almas individuais para criar no sensível as espécies de animais que existem sob a forma de ideia no inteligível.

  • Orígenes
    • A respeito da “matéria espiritual” de Plotino, expusemos o que concerne os corpos “etéreos” ou “radiantes” das inteligências pré-existentes, dos anjos e dos ressuscitados, assim como dos corpos sombrios dos demônios e dos danados ressuscitados (FILHO — NOUS). Por outro lado, em antítese com os “demônios” plotinianos, falamos da pré-existência dos seres razoáveis e da queda primordial que os diversificou em anjos, homens e demônios. Mas ainda não falamos da segunda categoria destes seres, os homens. Não é exato falar a este respeito de “descida da alma no corpo”, pois os intelectos pré-existentes já têm um corpo, como acabamos de dizer. Para falar com mais exatidão, o corpo etéreo ou radiante reveste então uma qualidade terrestre.
    • Tudo isso está figurado alegoricamente pelos primeiros capítulos do Gênesis, os dois relatos da criação do homem (Gen 1,26 a Gen 1,29; Gen 2,6 e Gen 2,7); além disso o relato da falta no capítulo 3 com o episódio das “túnicas de pele” no versículo Gen 3,21 (vide Segundo Relato). No primeiro texto figura a criação das inteligências feitas segundo a imagem (eikon) de Deus, macho e fêmea significando o espírito (pneuma, spiritus) e a alma (psyche) (ou seja, não se referem a sexo masculino e feminino). Neste relato a ação de criar é designada na tradução grega da Bíblia denominada "LXX" pelo termo grego poiein, e no segundo relato por plassein, moldar, que se aplica a uma criação material, logo àquela do corpo (vide Orbe Cristologia). O testemunho de Procópio de Gaza, de homílias de Orígenes em Cesareia, confirma que o corpo criado em Gen 2,7 é o corpo radiante da pré-existência, sendo concomitante com a criação em Gen 1,26 a Gen 1,29. A segunda criação em Gen 2,21 é o dom de Deus das “túnicas de pele”, configurando não uma mudança de corpo mas uma modificação de “qualidade” do corpo pré-existente, esta “qualidade que, segundo as concepções habitais da física grega, se junta a uma matéria que é por si mesma sem forma.
    • O texto de Procópio de Gaza: "Aqueles que alegorizam (aqueles que partilham os pensamentos de Orígenes), depois das graças ditas anteriormente, dizem que o que foi criado segundo a imagem (eikon) significa a alma; o que foi moldado a partir do pó , o corpo sutil, digno de ascender ao Paraíso, que alguns nomearam de radiante; mas as túnicas de pele figuram aquilo que ele disse: 'me revestistes de pele e de carne, me inseriste em ossos e nervos'. Eles dizem que a alma era veiculada pelo primeiro corpo radiante que reveste mais tarde as túnicas de pele". O corpo terrestre e o ressuscitado são um mesmo corpo pela ousia, o logos ou o eidos que exprimem a essência (ousia) do corpo que é sempre a mesma aqui em baixo, embora os elementos materiais seja continuamente cambiantes, e difiram somente pela qualidade que a reveste, terrestre, depois celeste.


[Henri CrouzelOrígenes e Plotino]




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